Extração de Bixina do Urucum (Bixa Orellana L.) Análise Comparativa entre Processos de Otimização
João Antônio Belmino dos Santos

O urucuzeiro (Bixa orellana L) é um arbusto que predomina nas regiões da América Tropical em particular no Brasil, que detém a maior produção mundial. Os pigmentos das sementes do urucum são mais consumidos como pigmento natural e são constituídos basicamente de bixina, com cerca de 80 %, e a norbixina, em menor concentração. O corante obtido através da semente de urucum apresenta-se, para uso industrial, nas formas líquida, pasta ou em pó; entretanto, para a sua industrialização, é imprescindível o conhecimento tecnológico que permita a obtenção de corantes a baixo custo e com qualidade aceitável, tornando o produto capaz de competir no mercado internacional. A otimização de um processo de extração é de fundamental importância e visa não só aumentar o rendimento, mas também, minimizar a contaminação com subprodutos de decomposição. O desenvolvimento de tecnologia que conduza não apenas extração do pigmento bruto, mas principalmente que leve à obtenção de bixina de elevada pureza, conjugada à sua estabilização, é de fundamental importância para agregar valor ao produto. Portanto o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise comparativa entre técnicas de processamentos para extração de pigmentos nas sementes de urucum, sendo conduzidos dois tipos de extração de bixina das sementes de urucum: extração lipossolúvel e extração hidrossolúvel. Na extração lipossolúvel, o solvente utilizado foi óleo vegetal comercial e na extração hidrossolúvel, o solvente utilizado foi hidróxido de sódio. Nos sistemas de extração estudados conclui-se que é possível produzir corante de semente de urucum tanto pelo método lipossolúvel como também pelo método hidrossolúvel e que a estabilidade dos pigmentos é afetada em função da concentração de hidróxido de sódio e também em função das temperaturas de armazenamento.

Palavras-chave: pigmentos, natural, armazenamento, degradação

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